A essência da criança acontece por meio da brincadeira, em que todo o meio em volta dela contribui para sua existência.

Nos dois primeiros anos há duas formas de brincar: a brincadeira com os adultos em que o adulto brinca, fala, canta, ri e conta histórias (adulto brincalhão) e o segundo é o brincar com os objetos e com outras crianças.

Essas duas formas chamamos de brincadeira simbólica, em que contribui para a construção da criança e é onde ela cria o seu mundo imaginário, fora da sua realidade.

A criança aprende com coisas espontâneas, então o brincar é a liberdade de criar as coisas sem regras dos adultos, o que aflora seu desenvolvimento. Nesse processo a enraizamento é muito importante, porque ela se sente pertencendo a um lugar, a uma família, a uma estrutura que a ajuda no seu desenvolvimento e na segurança de si mesmo.

O brincar em todas as faixas etárias traz muitos benefícios que são:

Autoconhecimento, estimula competências, gera resiliência, melhora a concentração, expressividade, criatividade, atenção, desenvolve afetividade, felicidade, compreensão dos limites e regras. Todos esses, oferecem uma experiência de aprendizagem e conhecimento pessoal contínuo, o que reflete na relação das crianças tanto em casa quanto nas escolas e creches.

Limitar o brincar, gera o que temos na sociedade hoje, crianças com timidez extrema, falta de autonomia, com dificuldade de se relacionar, egocêntricas, sem inteligência emocional e independência.

Devido ao cotidiano corrido dos pais e muitas vezes a agenda lotada das crianças em tarefas sem um lazer com outros semelhantes, acaba resultando no crescimento de pessoas sem identidade existencial, ansiedade excessiva e depressão; os novos males do século XXI.

Portanto, é sempre importante observar os filhos e seus comportamentos, independente da idade para dar suporte aos seus medos, receios e sonhos.

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