Um dia minha filha passou mal e a levei para o hospital. No decorrer do atendimento, a médica receitou uma injeção e outros medicamentos para continuidade em casa, a injeção para a infelicidade dela foi no bumbum e em sequência lágrimas rolavam em sua face sem parar, num sofrimento que iam além de uma injeção e ela tinha 14 anos.

Foi nesse momento que deparei com a minha falha, não ensinei a minha filha a sentir dor ou sofrer…

Esse é um cenário que ocorre com várias famílias de variadas formas. O cuidar é algo instintivo e inconsciente, pois qual pai ou mãe quer ver seu filho sofrendo?

Dificilmente a palavra não, fora os momentos necessários são ditos e sempre buscamos oferecer o que não tínhamos na nossa infância. Mas esquecemos que é por meio do sofrimento e da dor que aprendemos a crescer e superar as diversidades da vida. Sem esse aprendizado nos tornamos e desenvolvemos adultos frustrados e vitimizados aprofundados no sofrimento, pois sofrer é uma escolha.

Segundo o psicólogos a depressão é a doença do século entre os jovens, portanto a identificação da dor é uma maneira não só de infelicidade como também uma forma de autoconhecimento para tratar o que está errado e em muitos casos, curar exige desapego, coragem ou mudanças na rotina que não são nada fáceis.

Infelizmente nem tudo na vida é como gostaríamos, como dizia muitas avós “ a vida não é só feita de alegria” e é por isso que temos que valorizar cada momento de felicidade.

Assim é essencial trabalharmos o emocional de nossos filhos para não só se prepararem para vida como também superarem o dia da nossa ida.
Portanto, trabalhe cada assunto as emoções de seus filhos e se for necessário procure ajuda profissional, porque na sociedade em que vivemos somos cobrados pela perfeição de resultados materiais, mas o que importa mesmo é o relacionamento que temos diariamente com as pessoas ao nosso redor.

Pense nisso!

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